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Meditação e alívio da ansiedade: intenções e objectivos antes de Londres

Pessoa sentada no chão a segurar colar de contas sobre caderno aberto, com vela acesa e telemóvel na frente.

Transformação e mudança

A transformação e a mudança podem ser um processo duro e desgastante. Por vezes, parece que, no exacto instante em que dizes ao teu universo que procuras um caminho alternativo, ele começa a pôr-te obstáculos à frente - como se estivesse a testar a força da tua determinação.

No final do ano passado, decidi reconstruir a minha persona no contexto online, criando uma marca que se fizesse sentir tanto a nível local como internacional. Ao mesmo tempo, tomei outra decisão grande: passar mais de um mês fora, em Londres, para me tornar instrutora de ioga. É muito para uma rapariga imaginar - quanto mais concretizar. E a ironia é que, agora que escrevo isto pela primeira vez, dou por mim a pensar: mas o que é que me passou pela cabeça!!?! Com pouco mais de dois meses até deixar a minha casa bonita e familiar, sinto a ansiedade a crescer e a toldar os objectivos e as intenções que tinha no início.

A seguir, ficam as minhas reflexões sobre meditação e alívio da ansiedade…

Definição de objectivos, ansiedade e diálogo interno

A definição de objectivos é uma competência valiosa e, muitas vezes, o principal ponto de foco em qualquer relação de coaching. Primeiro imaginas um resultado futuro, depois desenhas um plano de acção e, com autodisciplina e trabalho árduo, vais avançando na direcção desse objectivo. Isto reforça a sensação de rumo e de propósito pessoal. Entre as estratégias para atingir objectivos estão a capacidade de compromisso e as técnicas de visualização. Com os objectivos, o foco está quase sempre no futuro.

Se tens uma personalidade tipo A como eu, estabelecer metas pode facilmente tomar conta da tua vida e fazer disparar os níveis de ansiedade. E, no meu caso, ainda por cima, acabo por me esquecer de viver o processo - e de o partilhar com as pessoas que mais gostam de mim.

Depois de tardes em lágrimas, sensações de pânico, medo de falhar e uma vontade muito forte de desistir, puxei-me de volta para mim e comecei a observar o meu diálogo interno.

A ansiedade não mexe apenas com a forma como te sentes: interfere com o teu pensamento, o teu comportamento, a tua auto-imagem e as experiências que vais tendo. Acima de tudo, faz estragos no diálogo interno. É natural que a ansiedade te deixe menos satisfeita, com menos esperança e mais tensa em relação ao que te rodeia.

Então, onde poderia eu concentrar a minha energia? E de que forma poderia ganhar clareza sobre aquilo que se passava comigo - por dentro e por fora?

Intenções (ensinamentos budistas) vs objectivos

De acordo com os ensinamentos budistas, definir a tua intenção é algo bastante diferente de criar objectivos. Na verdade, não é orientado para o futuro; é um caminho - uma prática - centrada na forma como estás a “ser” no momento presente. As intenções nascem de perceberes o que é mais importante para ti e de assumires o compromisso de alinhar as tuas acções no mundo com os teus valores interiores.

A tua atenção deve repousar no “agora”, sempre presente, dentro do fluxo constante de mudança da vida. No meu caso, isso significava não ficar presa à taxa de câmbio cada vez pior entre a libra e o rand!

É evidente que fiquei demasiado agarrada a um resultado futuro, em vez de me focar na experiência interior do momento presente. Preocupações pequenas e parvas, como andar a stressar se vou ou não conseguir fazer uma parada de cabeça antes de ir para Londres, em vez de me recompensar por outras partes da minha prática. Eu, como tantos de nós, desliguei-me de um contexto maior e mais significativo do que a minha actividade orientada para metas.

Eu estava à espera que a definição de objectivos alimentasse as minhas intenções. Quando, na verdade, é estar enraizada na intenção que me dá capacidade e integridade para perseguir objectivos. A intenção é o alicerce da definição de objectivos. Quando conseguimos regressar às nossas intenções - em vez de ficarmos obcecados com as metas - mantemo-nos mais fortes durante períodos de sofrimento emocional.


“Tudo o que somos é o resultado do que pensámos. A mente é tudo. Aquilo que pensamos, tornamo-nos.”

Buda


Meditação para alívio da ansiedade no dia a dia

A minha mente continua com o hábito de escorregar para um estado de pensamentos desconexos e inseguranças. Melhorar o meu diálogo interno vai exigir tempo e esforço. A meditação sempre me ajudou nisso. A meditação é uma forma comprovada de reconstruir um diálogo interno positivo. Segundo Deepak Chopra, a meditação leva-te para lá da mente do ego, até ao silêncio e à quietude da consciência pura.

E isto não significa que tenhas de ser budista nem um espiritualista extremo. Para mim, meditar é reservar um momento de calma de 5–10 min por dia. Posso estar sentada direita ou deitada de costas; às vezes com música, outras vezes sem nada. Concentro-me na respiração, na contagem, deixo os pensamentos vaguearem e, depois, trago-os de volta com suavidade para a respiração. Vou experimentando diferentes mantras, afirmações positivas e práticas de gratidão.

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