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Despesa das famílias com medicamentos ultrapassa 966 milhões de euros, diz o Infarmed

Funcionária de farmácia a verificar recibo e cartão de pagamento com produtos medicinais sobre o balcão.

Despesa das famílias com medicamentos, segundo o Infarmed

Os dados do Infarmed indicam que a despesa das famílias com medicamentos ultrapassou os 966 milhões de euros no ano passado (+4,9%). Já nos primeiros três meses deste ano, esse valor chegou aos 243 milhões.

De acordo com o relatório sobre a despesa com medicamentos em ambulatório em 2025, a que a Lusa teve acesso, os utentes desembolsaram no ano passado mais 45,4 milhões de euros em fármacos do que no ano anterior. Em 2024, a despesa do utente tinha atingido os 920,7 milhões de euros.

No primeiro trimestre deste ano, a despesa dos utentes fixou-se nos 243,1 milhões de euros, o que representa um aumento de 1,3% (+3,2 milhões) face ao mesmo período do ano anterior.

Encargo médio do utente e do SNS em ambulatório

Entre janeiro e março deste ano, o encargo médio do utente com medicamentos desceu 1,2%, para 4,67 euros. Em sentido contrário, o encargo médio do Serviço Nacional de Saúde (SNS) subiu para 9,60 euros (+6,9%).

No ano passado, o encargo médio do utente por embalagem já tinha recuado para 4,74 euros (-0,3%).

Ainda segundo o relatório, na comparticipação de medicamentos no ambulatório, o SNS gastou 1893,8 milhões de euros, mais 12,4% (+ 208,4 milhões de euros) do que em 2024.

Genéricos, consultas no SNS e medicamentos mais utilizados

Em 2025, a quota de genéricos em ambulatório atingiu 50,9%, subindo para 63,7% nos segmentos onde existem genéricos comercializados, reforçando o contributo destes medicamentos para o acesso e para a sustentabilidade do SNS.

O documento do Infarmed refere também que o número de consultas no SNS aumentou 0,9% no ano passado, para 40,8 milhões.

No que toca às classes terapêuticas com maior utilização, os antidislipidémicos (para tratar colesterol e triglicéridos) lideram, com mais de 21,3 milhões de embalagens dispensadas (+9,7%).

Quanto às substâncias ativas mais usadas em ambulatório, a atorvastatina (para baixar o colesterol) surge em primeiro, com mais de 8,5 milhões de embalagens dispensadas. Seguem-se o paracetamol (4,8 milhões), o bisoprolol (3,9 milhões), para a tensão alta, e a metformina (3,4 milhões), usada para a diabetes.

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