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Num país em que o futebol manda, é quase inevitável que a convocatória do selecionador nacional para o Mundial de 2026, nos Estados Unidos e no México, gere entusiasmo e discussão à volta dos nomes chamados. Ao mesmo tempo, o mundo continua carregado de más notícias. Já lá vamos.
Ébola e o regresso da “emergência global”
Seis anos após a pandemia de COVID-19 ter travado o planeta, a Organização Mundial da Saúde (OMS) voltou a recorrer a uma das expressões mais temidas da saúde pública: “emergência global”. O aviso surge perante o avanço de novos surtos de Ébola, trazendo de volta a lembrança de uma crise que expôs a vulnerabilidade dos sistemas de saúde e a rapidez com que um vírus consegue atravessar fronteiras.
Portugal e a preparação para casos importados
Apesar de o Ébola não se transmitir da mesma forma que a COVID-19, continua a ser uma doença grave e, muitas vezes, fatal. O diretor-geral da OMS diz estar “profundamente preocupado com a escala e a velocidade” da infeção. Os surtos registados em África sublinham a importância da vigilância internacional e, de acordo com a Direção-Geral da Saúde, Portugal já se pôs em campo, ao atualizar as medidas de preparação e resposta, alinhadas com as recomendações do Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças, e ao reforçar “a deteção precoce de casos potencialmente importados”. Resta esperar que a última pandemia tenha deixado aprendizagens - embora haja quem duvide.
Outros sinais de inquietação na Europa
E os motivos de inquietação não se limitam à saúde pública. Do escândalo de abusos sexuais em creches de Paris a suspeitas de homicídio numa das famílias empresariais mais conhecidas de Espanha, sem esquecer a investigação ao antigo primeiro-ministro espanhol José Luis Zapatero por alegado tráfico de influências, os últimos dias têm sido pródigos em episódios que expõem várias fragilidades.
Política em Portugal e a convocatória de Roberto Martínez
Em Portugal, o debate político intensificou-se, com propostas de referendo para a revisão da Constituição e alterações ao Código do Trabalho que deram entrada esta terça-feira no Parlamento, numa versão próxima da original, e prometem continuar a alimentar a discussão.
Talvez por isso, no meio de tudo isto, debater a convocatória de Roberto Martínez pareça quase um luxo. O selecionador vai chamar quatro guarda-redes e cinco laterais, num total de 27 jogadores, e fez questão de sustentar as opções. Perante as perguntas dos jornalistas, Martínez garantiu que não deixou ninguém de fora: os escolhidos foram-no por mérito e são aqueles que “vão lutar contra a história” e tentar fazer “aquilo que nunca foi feito”.
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Até amanhã.
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