OMS declara emergência e leva países a reforçar controlos
A Organização Mundial da Saúde (OMS) classificou no domingo o surto de ébola na República Democrática do Congo (RDCongo) como uma emergência de saúde pública de alcance internacional. Na sequência desse anúncio, vários países africanos endureceram os seus controlos sanitários e alguns avançaram para o encerramento de fronteiras, como aconteceu com o Ruanda.
Medidas dos Estados Unidos: controlos sanitários e suspensão temporária de vistos
Perante o agravamento do contexto, os Estados Unidos comunicaram o reforço das medidas de precaução para travar a propagação do ébola, com a introdução de controlos sanitários para passageiros aéreos provenientes das zonas afetadas e a suspensão temporária dos vistos.
As iniciativas foram divulgadas pelos Centros de Controlo e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC), numa altura em que cresce a resposta internacional ao surto.
"Neste momento, o CDC considera baixo o risco imediato para a população norte-americana, mas continuaremos a avaliar a situação e poderemos ajustar as medidas de saúde pública em função das novas informações disponíveis", declarou a agência sanitária em comunicado.
Restrições de entrada e repatriamento coordenado pelo CDC
Além das verificações efetuadas nos aeroportos, o CDC informou que irá impor restrições de entrada a cidadãos estrangeiros que tenham estado no Uganda, RDCongo ou Sudão do Sul nos últimos 21 dias.
Durante o fim de semana, o CDC já tinha referido estar a coordenar "o** repatriamento seguro de um pequeno número de norte-americanos diretamente afetados por este surto**".
Números do surto e forma de transmissão do vírus ébola
Até hoje, de acordo com o Health Cluster do Congo, foram registados mais de 390 casos suspeitos e 105 mortes na RDCongo, além de duas mortes no vizinho Uganda.
O vírus ébola propaga-se através do contacto direto com fluidos corporais de pessoas ou animais infetados e pode causar febre hemorrágica grave, febre, vómitos, diarreia e hemorragias internas. Segundo a OMS, a taxa de mortalidade situa-se entre 25% e 90%.
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