O que aconteceu?
As autoridades de saúde estão a monitorizar um surto de hantavírus associado ao cruzeiro MV Hondius. Até ao momento, foram identificados casos relacionados com esta viagem e há passageiros e membros da tripulação a ser avaliados, embora os especialistas sublinhem que o risco para a população em geral se mantém reduzido.
Como se transmite
Na maioria das situações, o hantavírus é transmitido de roedores para humanos quando se inalarem poeiras que contenham partículas de urina, fezes ou saliva desses animais. A infeção também pode ocorrer através do contacto com alimentos ou superfícies que tenham sido contaminados.
A estirpe dos Andes
Neste episódio, o agente detetado correspondeu à estirpe dos Andes (uma versão ou variante do vírus). Esta é a única estirpe de hantavírus conhecida por conseguir passar de pessoa para pessoa, mas trata-se de algo pouco frequente e que, em regra, só acontece com contacto próximo e prolongado. Por isso, os especialistas não estão a apontar para um risco semelhante ao da COVID-19.
Sintomas e gravidade
A hantavirose pode surgir inicialmente com febre, dores no corpo e uma sensação de mal-estar generalizado. Nas situações mais severas, pode agravar-se para dificuldade respiratória e obrigar a internamento hospitalar. É uma doença grave, mas a sua transmissão entre pessoas não é fácil, o que ajuda a perceber porque as autoridades estão a pedir atenção e vigilância, sem alarmismo.
O que sabemos até agora
As entidades de saúde estão a apurar se ocorreu transmissão entre pessoas a bordo ou se os casos estiveram associados a outra fonte de exposição. Para já, a prioridade passa por acompanhar os doentes, compreender como o surto teve início e confirmar se houve, ou não, contágio entre passageiros.
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